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Santos - São Paulo - Brasil, 26 de outubro de 2021.

Quem é Márcia Atik?

Psicóloga clínica, conferencista, com especialização em Sexualidade, Terapia de Família e Casal, Transtornos Alimentares e Doenças Psicossomáticas, Márcia Atik tem vasta experiência na área, seja atuando em consultório, coordenando grupos, ministrando palestras em escolas, empresas, associações, sindicatos, prefeituras e demais organizações. É membro do Centro de Estudos e Pesquisas do Comportamento e Sexualidade (CEPCOS)

21/12/2015
Relacionamentos
O poder do diálogo
Acho que vale a pena escrever sobre as coisas que podem parecer banais, pois a banalidade com que lidamos com conceitos nos tira a possibilidade de reinventar a nossa própria história.

Uma das expressões mais banalizadas que acabaram dificultando e não facilitando - como era a intenção inicial - é o diálogo. Principalmente nos momentos quando o que se sente deve ser priorizado como o entendimento, a discussão e a chance de entrar em contato com novas maneiras de ver ou pensar situações, em especial sobre os temas que nos afetam sobremaneira como as relações afetivas e sexuais.

Os consultórios de psicologia estão sempre lotados de queixas de rigidez de conceito e da complexidade de se rever posições, pois o discurso é sempre de que as relações são competições e mudar de opinião geralmente é confundido com capitulação.

Falar de questões delicadas que podem melindrar ou nos colocar cara a cara com nossas dificuldades, fragilidades e erros são os grandes nós das relações.

Obviamente não existe uma receita infalível para responder uma pergunta, resolver um impasse ou mesmo para demonstrar um desejo ou necessidade. Mas há dicas que podem ajudar os casais a encontrarem um caminho, basta ter vontade. Sobretudo nas questões da intimidade do casal como, por exemplo, falar de disfunção erétil com o parceiro ou de frigidez com a parceira.

Questões muito comuns e que, apesar da apologia que se faz do diálogo, muitas vezes são encobertas pelo silêncio.

O grande segredo genérico é que essa fala deve ser norteada pelo desejo e carinho. Contudo, o que se percebe, na maioria dos casos, é a eclosão de tudo o que não foi dito no decurso da relação.

E, se as pessoas se gostam e se desejam, por que a belicosidade? Nessa sociedade em que ainda hoje apresenta homens e mulheres como concorrentes acaba se utilizando desse espaço para mostrar um ao outro o sonho da superioridade, num eterno jogo de sedução e sujeição.

E, quando há competição, com certeza não existe o amor, que representa paz, serenidade e o encontro com o outro.

Sexo e amor são coisas distintas e não podemos confundi-las. Ao separá-las é possível se aproximar das dificuldades sexuais sem a paixão e a urgência do sexo. Mas com a competência que ajuda no entendimento do amor.

Portanto muito mais do que palavras, o diálogo sincero e objetivo é um estímulo para um encontro verdadeiro dos desejos que, ao caminharem para o mesmo destino se sustentarão numa troca constante. E, certamente, as diferenças de quaisquer ordens perderão o sentido competitivo e a cumplicidade será a força motriz para resgatar aspectos e sensações que ficaram perdidas pelo caminho.



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